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Quarta, 21 Set 2016
 
 
Entrevista

Entrevista cedida à revista AnoregBR

O empresário que desenvolveu o projeto de marketing e comercialização do “BINA”, lança no mercado brasileiro, inovador produto para proteção documental, o DIGISELO.

O espanhol José Pereira Pintos, 68, radicado em Brasília desde 1960, é muito conhecido na capital, não só na área social- já foi Cônsul Honorário do Governo da Espanha- como no meio empresarial onde atua com desenvoltura e sucesso tanto no Brasil como no exterior. Nesta entrevista concedida à Revista Anoreg o empresário, sócio da empresa que fabrica e comercializa com exclusividade o Digiselo no Brasil, fala do produto inventado pelo Sr. Eduardo Salva Calcagno,
patenteado em nosso país, nos Estados Unidos, União Européia e outros.

RA – O que é o Digiselo, Sr.José Pereira?

JP - È um selo gráfico, auto-adesivo que tem a finalidade de colher e arquivar impressões digitais mediante o uso de grafite. Esta técnica de captação de digital é muito mais prática e higiênica do que a convencional, com tinta, que suja muito os dedos. É uma metodologia de ponta, extremamente segura e eficiente, que estamos lançando no mercado brasileiro.

RA – E para que serve o Digiselo?
JP - Principalmente para proteger e legitimar identidades, pois ninguém melhor que a própria pessoa para reconhecer sua assinatura, confirmando-a com sua digital. No caso específico dos Notários, o Digiselo será de grande valia, pois eles não têm como saber se os documentos de identidade que lhes são apresentados são ou não falsos. O impostor, ao colocar sua impressão digital ao lado de sua assinatura em documento falso, automaticamente está se confessando autor de um delito de FALSIDADE IDEOLÓGICA. Caberá à Polícia descobrir a verdadeira identidade do falsário. Assim o Notário se isenta de responsabilidade, podendo declarar o ato como NULO.
A principal função do Digiselo é a de inibir as pessoas a cometerem fraudes documentais, pois a primeira coisa que se procura num ato delitivo, é uma impressão digital e quem está com intenção de cometê-lo, pensará melhor antes de fazê-lo.
Segundo estatísticas, nos Estados Unidos são mais de 300.000 delitos de FALSIDADE IDEOLÓGICA anuais cometidos por fraudadores que assumem a identidade de suas vítimas. Por roubo de informações armazenadas nos computadores, os prejuízos superam 60 bilhões de dólares anuais. Não possuímos dados no Brasil, mas é fácil presumir que devemos estar bem próximos dessas astronômicas cifras, pois nosso país ocupa o 54°. lugar no índice de transparência e os Estados Unidos o 18º. Acreditamos que o Digiselo por sua simplicidade, baixo custo e segurança, ajudará a minimizar esta situação, o que virá a diminuir o risco-país e os juros, contribuindo para melhorar a posição no ranking de transparência e aumentando os investimentos no Brasil. Hoje as grandes empresas não são mais familiares, e sim associações com milhares de acionistas que exigem segurança para seus investimentos, sem os riscos inerentes a um país como o nosso, recordista em fraudes e que tem os juros e impostos mais altos do mundo.

RA – Como tem sido a aceitação do Digiselo?
JP – Excelente em todos os lugares visitados. As pessoas compreendem que é necessário proteger-se, já que as desigualdades sociais são enormes e o apelo da mídia ao consumismo é generalizado, estimulando-as a desejarem coisas que com o seu trabalho, lhes resultaria longo e penoso o caminho para possuí-las, mas estimuladas pela IMPUNIDADE reinante no país, é mais fácil atingir seus objetivos por meios ilícitos.
A maioria das pessoas demora em modificar seu comportamento, pois são resistentes a aceitar novidades que alterem sua rotina de trabalho. Além disto, existe um preconceito relacionado a impressão digital que, erroneamente, se associa a indiciamento ou crime. Essa situação se está modificando, pois existe uma tendência universal para o uso da impressão digital como forma de proteção documental, já que ela é única e não se altera.
A vida realmente nos apresenta fatos interessantíssimos, pois hoje estou passando por situação similar a que vivenciei nos anos 80, quando responsável pelo lançamento do IDENTIFICADOR DE CHAMADAS TELEFÔNICAS – “BINA” - nacional e internacionalmente . Àquela época, havia oposição total por parte da extinta Telebrás e outros órgãos do Governo Federal, como a Secretaria de Informática-SEI para implantação do projeto. A primeira batalha foi vencida quando, após muita luta, consegui provocar uma reunião da Diretoria da Telebrás para rebater o argumento principal que eles consideravam como intransponível, de que o Bina “feria o sigilo das comunicações telefônicas, sendo inconstitucional seu uso”. Num momento de inspiração, veio-me a idéia de comparar o Bina ao “olho mágico” que se coloca nas portas. Perguntei: O uso do “olho mágico” nas portas é inconstitucional? Naturalmente a reação foi de perplexidade e não tinham como discutir mais nada, pois meu argumento era de que o Bina era também um” olho mágico” colocado no telefone, que permitia às pessoas decidir livremente se queriam ou não atender a uma chamada e, ao mesmo tempo as protegiam contra ameaças e chantagens. Logicamente que os interesses defendidos pelos que eram contra o Bina não coincidiam precisamente com os dos usuários.

RA – Como poderá ser usado nos cartórios?
JP – Em primeiro lugar poderá ser usado por pessoas que não sabem escrever e necessitam colocar sua impressão digital em algum documento, já que não resulta constrangedor como acontece quando se usa tinta. Depois, nas procurações, declarações, testamentos, certidões, escrituras e outros.
É bom salientar que o Digiselo não veio para eliminar qualquer trâmite cartorial, e sim para dar mais segurança aos que normalmente se efetuam. O Digiselo é uma prova física, palpável, que passa a integrar o documento protegendo as partes envolvidas.
Na área de certificação digital poderá ser excelente coadjuvante.

RA – Qual o custo do Digiselo?
JP - Varia, dependendo do volume de compra e se o cliente deseja sua marca no selo. Mas como parâmetro, podemos dizer que poucos centavos a mais que uma simples fotocópia.

RA – O que acontece quando alguém se nega a colocar sua impressão digital num documento?
JP - No Brasil não existe uma lei específica que obrigue as pessoas a este procedimento.Caso alguém se oponha a deixar suas impressões digitais nos documentos, o Notário poderá exigir da(s) parte(s) maior número de informações para lavrá-lo. Como norma geral se pode afirmar que quem atua de boa-fé, não se oporá a colocar sua impressão digital num documento, pois sabe que é uma forma de proteção mútua. Interfere muito mais na vida íntima das pessoas, o fato de sentir-se vigiado constantemente por câmeras e ninguém dá mais importância ao fato. Ao menos eu não conheço ninguém que se insurja contra esta invasão de privacidade, tratando de defender-se pelos caminhos legais. Alguém se opõe a deixar suas impressões digitais quando vai requerer sua carteira de identidade?
Acreditamos que se colocarmos um pequeno cartaz nos cartórios, em lugar privilegiado, com a seguinte mensagem: “PARA SUA SEGURANÇA AQUI USAMOS DIGISELO ”, preparamos as pessoas para aceitá-lo.